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27 de maio de 2013

Degelo assusta Russos.

Fonte: Aqui.


O ministro dos Recursos Naturais e da Ecologia russo, Serguei Donskoi, ordenou “o desenvolvimento em três dias de um plano de evacuação da estação polar científica Severny Polious 40", onde trabalham atualmente 16 pessoas, segundo um comunicado oficial.

A decisão está relacionada com “o desenvolvimento anormal dos processos naturais na bacia do Ártico, que resultou na destruição dos glaciares em redor da estação”, indica-se na mesma nota informativa.

“O gelo está a rachar-se. Fissuras estão aparecer nos bancos de gelo”, afirmou um porta-voz do ministério em declarações à agência noticiosa francesa AFP.
Este fenómeno “não só ameaça a continuação das atividades da estação e a vida dos funcionários, mas também o ambiente desta zona, localizada não muito longe da zona económica do Canadá”, acrescentou o ministério no comunicado.

A eventual utilização de um navio quebra-gelos para deslocar a estação científica para a Terra do Norte, um arquipélago russo no oceano Ártico, é uma das hipóteses em consideração, explicou ainda o ministério russo.

A Severny Polious 40, a quadragésima estação russa instalada naquela região desde o início da conquista do Ártico pela antiga União Soviética em 1937, foi inaugurada em outubro de 2012 para monitorar o ambiente do oceano Ártico e realizar observações meteorológicas, entre outras tarefas.

No início deste mês, em Genebra, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU, alertou no seu relatório anual relativo a 2012, para “o degelo recorde dos glaciares do Ártico entre agosto e setembro”. O último recorde tinha sido verificado em 2007.

No ano seguinte, a Rússia foi obrigada a retirar todos os trabalhadores da estação polar Severny Polious 35, que estava a deriva em cima de um glaciar com uma superfície de 300 metros de largura e 400 metros de comprimento. No início da atividade desta estação, a superfície total do banco de gelo era de 15 quilómetros quadrados, segundo dados divulgados pela agência russa Ria Novosti.

No mesmo relatório, a OMM confirmou ainda que o ano de 2012 foi um dos 10 anos mais quentes desde que existem registos. Os registos remontam até 1850.
SCA // APN

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